Plastic artist. Signs M. Namura . Catalogued artist. Paints watercolour, oil on canvas, porcelain, acrilic and digital painting. Self-taught artist since 1964. Later, studies with painters in São Paulo. Has taken part in hundreds of exibitions all around his own country, as well as abroad in countries like USA, MEXICO, PORTUGAL, SWITZERLAND, ITALY, GERMANY, BELGIUM, FRANCE, HUNGARY, SLOVAKIA, SPAIN, EGYPT, PARAGUAY, URUGUAY AND ARGENTINA.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O PAPEL

O papel profissional para aquarela aceita tinta líquida com facilidade, tem a propriedade de reter adequadamente a umidade e vem em uma variedade de texturas para atender convenientemente à plasticidade da pincelada. A textura do papel deve ser bem observada para a escolha da aquarela a ser executada, pois ela contribui muito para o efeito final da pintura: o modo como a cor se deposita nas paredes salientes e nas depressões dos grãos.

As folhas ou blocos devem ser mantidos em lugar seco, uma vez que, a umidade prejudica a qualidade do papel. Deve ainda ser estocado horizontalmente, fora da luz do sol e longe de poeira, preferencialmente em lugar fechado. Uma característica de qualidade do papel é a presença de marca d'água, a qual possibilita a identificação do lado correto a ser utilizado. A face correta possui ainda uma encolagem, que permite a lavagem para a correção de um eventual erro quando o papel não possui a encolagem na própria massa da sua confecção.

Adequação: textura / trabalho

São três as superfícies disponíveis:


Grain Torchon - Rough - Áspero
Prensado a quente satinê - hot pressed - acetinado
Prensado a frio grain fin - cold pressed - textura fina


O papel Grain Torchon - Rough - Áspero, é o que apresenta uma granulação irregular, uma textura mais aberta o que pode ser observado à medida que a tinta adere às elevações dos grãos e as reentrâncias não serem preenchidas, causando um efeito específico. Ela cria profundidade, é vibrante, cintilação, brilho, vigorosa, como o sgrafitto, por seu acabamento rústico e tem uma plasticidade interessante e qualidades desejáveis que contribuem para os efeitos visuais do trabalho que são características desta técnica. É uma textura recomendada para trabalhos que não requerem detalhamento. No entanto, exige um domínio apurado das pinceladas.

No extremo oposto está o papel prensado a quente - Satinê - Hot pressed - Acetinado, que possui uma superfície bem mais lisa. Esse tipo de papel causa maior dificuldade no controle da tinta uma vez que não há nenhuma elevação para bloqueá-la. Outras dificuldades encontradas é que no contato prolongado com a água este papel pode ondular, tem lenta absorção da água e não é tão adequado às aquarelas transparentes por opacificar a tinta. Por outro lado o papel hot-pressed é excelente para trabalhos detalhados ou outros propósitos.
E por último o papel prensado a frio - Grain fin - Cold pressed - Textura fina, é o mais indicado para todos os propósitos. Tem uma granulação suficientemente adequada para trabalhos rápidos e espontâneos e é capaz de suportar sucessivas lavagens e velaturas.
Tipos de fibra


O papel pode ter na sua composição, fibras de algodão ou linho ou de celulose como a do eucalipto ou bambu e os mistos. Os melhores são feitos a partir da fibra de algodão ou de linho, classificados como nobres e altamente duráveis, têm como característica uma secagem mais lenta da tinta, já os papéis de fibra de celulose, que hoje podem ser tratados quimicamente para aumentar a sua durabilidade, têm um resultado bastante satisfatório e uma secagem mais rápida.


Gramatura


A gramatura refere-se ao peso do papel por m² o que vai determinar a sua espessura. Obviamente quanto mais grosso, pesado maior sua resistência. Para maioria dos propósitos a gramatura ideal é de 140 g/m². Para esboços rápidos 90 g/m² e para trabalhos muito úmidos ou de grandes dimensões recomenda-se a gramatura 300 g/m²ou ainda papéis mais especiais que chegam até 850 g/m².

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